“Fiquei com famosas e não recomendo”, diz Rafael Cortez

Humorista também recorda quando foi usado por uma subcelebridade que queria aparecer na mídia, a fama de gay e sua carreira na música

O convidado desta semana do Canalvaro, canal do jornalista Alvaro Leme no YouTube, é o humorista e youtuber Rafael Cortez. Um bate papo bem-humorado que teve o “tempo” como tema – o ex-CQC fala disso em seu novo trabalho como músico – e fez o entrevistado abrir seu coração.

Sobre futuro: “Não aguento mais morar sozinho”, entrega. “Já realizei tanta coisa profissional na minha vida, eu acho que essas vocações pessoais passaram a ser algo a que eu aspiro. Tenho amigos que já tem filhos e são casados que aspiram às minhas ambições profissionais, não cheguei onde eu queria ainda, mas já conquistei muita coisa nessa área. Se acabasse tudo hoje, agora, morreria muito infeliz na condição de um homem que nunca casou e nunca teve filhos”.

Seus planos de formar uma família não param por aí, ainda revelou ao Alvaro que gostaria de ter um casal de filhos, já sabe os nomes e até que a menina viria primeiro. “A Nara e o Lucas, a Nara vai ser a mais velha. A escolha desses nomes já me fez ter várias discussões com namoradas”.

Rafael comentou um assunto recorrente em reportagens a seu respeito: especulações sobre sua sexualidade. Mesmo não fazendo parte da pauta, o próprio entrevistado trouxe o assunto à conversa, dizendo que Enzo Celulari é um gato.

“Se eu fosse gay eu seria desses de empoderamento, de lutar pela causa, de afrontar a sociedade. Eu acho lindo, porque tem que ser muito macho pra ser gay no Brasil, é um país muito escroto com o homossexual. Então, se eu fosse eu diria com muito orgulho. E o meu crush seria o Kayky Brito.”

Sobre o que ficou para trás: “Fumar ficou no passado. Minha história com drogas acabou. Se eu tive alguma oportunidade de experimentar cocaína, de ter problema grave com as drogas, de me tornar viciado em tabaco, isso ficou pra trás. Eu fumo um baseado por ano, dois no máximo, sempre de tabela com alguém.”

Sobre as mulheres com as quais já se relacionou, não teve boas experiências com as famosas. “Fiquei com algumas famosas e não recomendo, porque a famosa é tão neurótica e problemática quanto você. Esta é uma área de muita loucura, de muito desequilíbrio emocional, eu prefiro o backstage. Em todos os projetos que eu passei eu não fiquei com colegas de elenco, mas eu era o rei do backstage”.

E conta ainda sobre uma experiência de quando foi usado como escada para a fama de uma subcelebridade. “Aconteceu comigo duas vezes e fiquei completamente chocado, demorei um tempo para entender o que tinha acontecido. Lembro que eu sai com uma garota linda, ela começou a me dar muito mole, foi num show meu, saímos. Eu me lembro do assessor dela dizendo ‘vamos, vamos’, pagando bebida, ficamos um pouco bêbados, ele passou na farmácia e comprou Engov, comprou até camisinha pra gente. Eu achei o máximo, ela era uma gata”.

No segundo encontro ele descobre o plano. “Depois a gente saiu no Rio de Janeiro, ela escolheu o restaurante e quis sentar do lado de fora. E me surpreendeu que havia um papparazzo atrás de uma árvore. E eu me dei conta que nunca na vida nenhum papparazzo me seguiu por nenhuma razão. Depois eu peguei um voo para São Paulo e chegando aqui já estavam em todos os portais fotos com a moça. Na minha cabeça foi algo armado.”

Apesar da fama de pegador, Rafael tem seu lado romântico e abre seu coração ao Alvaro. “Levo muito tempo para me recuperar de um pé na bunda, eu fico devastado. Eu sou muito intenso em uma relação, eu demoro um século para me envolver, eu sou muito desapegado, mas quando eu gosto”. E cita uma frase do Chico Buarque: “Quando eu amo, eu devoro todo o meu coração. Eu odeio, eu adoro em uma mesma oração”.

Para assistir à entrevista na íntegra, acesse o CanAlvaro no: https://www.youtube.com/watch?v=26FO0AauwyQ