Jão canta a dor da separação do namorado e brilha em novo álbum

Jão

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Sensível e dramático por natureza, o cantor e compositor paulista Jão, 24 anos, planejava fazer um segundo álbum “bem mais colorido e otimista, do jeito que a rádio gosta”, mas simplesmente não era como ele estava se sentindo.

“Tô me sentindo pequeno e esquisito. É estranho como um relacionamento atropela a gente a gente e você acaba não se lembrando do que era antes daquilo tudo. Eu me sinto tão diferente agora”, escreveu nas suas redes sociais.

E assim nasceram as dez canções de Anti-Herói (Universal Music), inspiradas pelo término da relação do cantor com o namorado. Na linha da estrela inglesa Adele, Jão dedica um álbum inteiro a uma separação amorosa.

“Eu não sei muito falar disso, mas eu vivi um relacionamento esse último ano. Vivi as coisas mais bonitas – e as mais difíceis também. Mas a vida aconteceu e ele acabou”, afirma João Vitor Romania. “Anti-Herói é um álbum sobre nós dois. É uma tentativa de me sentir um pouco melhor sobre tudo isso”.

“Na frente dos seus amigos, você solta minha mão/ Se perguntam: Cês tão juntos? — É claro que não/ Denuncia sem me ver um riso tão desajeitado/ Eu sou bom pra tua cama, mas não pro teu lado…/ Então vai se fuder/Você e o seu rostinho lindo/Volta e vai viver/ Com todos seus amigos ricos…” (VSF)

Cazuza sorriria – Uma das revelações do pop brasileiro atual, Jão estreou bem em álbum com Lobos, em 2018. O trabalho gerou hits, mais de 200 milhões de reproduções nas plataformas digitais e uma turnê com 50 shows lotados pelo país.

O coração partido, entretanto, deu mais personalidade para a sonoridade (influenciada pelo R&B) do cantor, que assina a produção do álbum e cresceu também como intérprete e letrista.

A sinceridade confessional das letras aliada à interpretações mais naturais (sem a afetação meio teatral de Lobos) são destaques de Anti-Heróis em boas canções, como A Ùltima Noite, Enquanto Me Beija (balada bonita e intensa), Essa Eu Fiz Pro Nosso Amor, Você Vai Me Destruir e a contagiante VSF.

Aliás, o exagerado Cazuza (1958-1990) abriria um sorisso ao ouvir o catártico pop rock VSF: “Na frente dos seus amigos, você solta minha mão/ Se perguntam: Cês tão juntos? — É claro que não/ Denuncia sem me ver um riso tão desajeitado/ Eu sou bom pra tua cama, mas não pro teu lado…/ Então vai se fuder/Você e o seu rostinho lindo/Volta e vai viver/ Com todos seus amigos ricos…”.

Anti-Herói mostra que há males que vêm para o bem, sim – e Jão soube levar essa lição também para a sua arte. A turnê nacional começa no próximo dia 26, no Rio, e chega a Salvador em 31 de janeiro, no Teatro Castro Alves. Os ingressos estão à venda em www.sitedojao.com, na bilheteria do TCA e nos SACs dos shopping Barra e Bela Vista: R$ 120/R$ 60 (filas A a P), R$ 100/R$ 50 (Q a Z5) e R$ 80/R$ 40 (Z6 a Z11).

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Foto/Divulgação