Jornalistas Erick Rianelli e Pedro Figueiredo são vítimas de ataques homofóbicos

Declaração de Erick Rianelli para o marido, Pedro Figueiredo, por ocasião do Dia dos Namorados, viralizou. Dono de lanchonete em Brasília e sacerdote de Mato Grosso os atacaram.

Os repórteres da TV Globo Erick Rianelli e Pedro Figueiredo, que são casados, foram vítimas de ataques homofóbicos no último fim de semana. Um dos agressores está sendo investigado pelo MP.

Uma declaração de Erick para Pedro por ocasião do Dia dos Namorados do ano passado viralizou na data deste ano, a partir do último sábado (12).

“Pedro Figueiredo, nosso colega, repórter, meu amor, meu marido: eu te amo! Feliz Dia dos Namorados para a gente, para todos os casais apaixonados que estão nos assistindo, que todo mundo tenha um Dia dos Namorados maravilhoso”, disse Erick, ao vivo no Bom Dia Rio.

No mesmo jornal, outros repórteres também fizeram declarações para maridos, esposas e namoradas.

“Quando ele acordar, eu vou mostrar esse recadinho para ele no Globoplay. Desejo um feliz Dia dos Namorados para ele, para todo mundo, para todos os casais que acompanham a gente aqui no Bom Dia Rio!”, declarou Fernanda Rouvenat.

“Deve ter um vinho, deve ter alguma coisa para a gente celebrar, mas não até muito tarde, porque amanhã tem plantão!”, brincou Lívia Torres.

Quando o vídeo de Erick voltou a circular, surgiram os ataques homofóbicos. Um foi de Alexandre Geleia, dono de uma lanchonete em Brasília.

Outro foi pelo padre Paulo Antônio Müller, da Paróquia de Tapurá (MT), durante o sermão da missa do último domingo (13).

“A gente faz um namoro, não como a Globo apresentou essa semana. Dois viados. Desculpa, dois viados. Um repórter com um veadinho, chamado Pedrinho. ‘Prepara meu almoço, tô chegando, tô com saudade’. Ridículo! Que chamem a união de dois viados, duas lésbicas, como querem, mas não de casamento”, declarou.

Jornalistas são vítimas de ataques homofóbicos; MP abre investigação contra padre
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Reações e solidariedade

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso abriu uma investigação para apurar o caso.

Segundo o MP, “as declarações do padre extrapolaram a liberdade religiosa e podem resultar em medidas extrajudiciais, de ação civil pública por dano moral coletivo causado à sociedade, bem como ação penal, por eventual crime cometido”.

Depois dos ataques, muitas demonstrações de solidariedade surgiram nas redes sociais. O padre Júlio Lancellotti fez uma publicação. Fabi, campeã olímpica de vôlei, também, assim como ativistas LGBTs e lideranças sociais.

A Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos da Alerj, presidida pelo deputado Carlos Minc (PSB), aprovou uma moção de solidariedade aos repórteres e de repúdio contra as declarações.

O deputado Márcio Pacheco (PSC), cantor e compositor católico, também se manifestou. “Repudio as palavras que eu não quero repeti-las aqui, tão agressivas, as quais não remontam a cidadania e muito menos o direito à fé”, declarou.

O RJ1 tentou contato com o padre sobre a investigação do ministério público, mas não obteve retorno.

A TV Globo se solidariza com Erick Rianelli e Pedro Figueiredo, reafirma seu compromisso com a diversidade e repudia de forma veemente toda forma de preconceito.

** Este texto não necessariamente reflete, a opinião deste portal

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