“Mereço respeito”, diz Rita Cadillac a Eduardo Bolsonaro

Rita Cadillac

Rita Cadillac

Rita Cadillac usou suas redes sociais para direcionar uma longa mensagem ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL). A dançarina e cantora diz ter se sentido humilhada ao ter seu nome citado pelo filho do presidente na CPMI da Fake News, criada no Congresso Nacional para investigar a produção e veiculação de notícias falsas na internet.

“Venho como mulher e cidadã pedir RESPEITO. Sou trabalhadora, mãe, avó e não mereço ser desrespeitada. Mulher nenhuma merece”, publicou.

A citação do nome da artista se deu durante um bate-boca no Senado entre Eduardo Bolsonaro e o deputado Alexandre Frota (PSDB). Em determinado momento, Eduardo lembrou os filmes pornôs contracenados por Frota e, em seguida, mencionou o nome de Cadillac.

“Primeiramente, não estou aqui com cunho político de partido nenhum. Nem A, nem B, nem C, nem D. Estou aqui sim, pra fazer uma reclamação. Pra fazer um pedido como mulher guerreira, trabalhadora e honesta. Que aos 65 anos está ralando ainda. Então, senhor excelentíssimo Eduardo Bolsonaro, o senhor citou meu nome na CPMI da Fake News e eu me senti muito humilhada. O senhor me citou dizendo que eu gosto de filmes e eu não gosto, nem gostei de fazer filme nenhum desse cunho que o senhor falou”, disse ela.

Rita também contou que precisava beber para conseguir contracenar nos filmes adultos e que só aceitou participar porque, na época, precisava de dinheiro. “Não tenho pai, mãe, nem marido para me sustentar. Eu só peço que me respeite! Se o senhor sabe da minha história, tem que me respeitar. Se não sabe, vai ver”, acrescentou.

CPMI da Fake News

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News ouviu na última quarta-feira, 30, o deputado Alexandre Frota, que  denunciou a contratação pelo Palácio do Planalto de três assessores responsáveis por administrar páginas especializadas em fake news antes das eleições.

O deputado também revelou durante depoimento que o presidente Jair Bolsonaro o mandou ‘calar a matraca’ sobre o caso Fabrício Queiroz.