Renato comprou explosivos que mataram pai de Clara

por Vladimir Alves

 

 

Renato e Clara vão subir ao altar, no capítulo 123 de “O Outro Lado do Paraíso”. Mas o enlace não será consumado.

 

JOSAFÁ — Minha neta, que demora. Eu te levo até o altar.
JUIZ — Estamos aqui para celebrar um grande momento. A união entre esses tão lindos jovens, que escolheram viver plenamente o seu amor…

JUIZ — Renato Sampaio, aceita Clara Tavares como sua legítima esposa?
RENATO — Aceito.
JUIZ — Clara Tavares, aceita Renato Sampaio como seu legitimo esposo?

CLARA — Não.

 

Nesse momento, há um murmúrio geral. Renato olha para Clara, surpreso.

 

JUIZ — Vou repetir…
CLARA — Não é preciso.
RENATO — Clara!
CLARA — Você quis me matar.

 

Nesse momento, Clara vira-se e sai. Patrick vai atrás e há início uma confusão.

 

No capítulo seguinte, Clara revela o motivo de não ter aceitado se casar com Renato. A nossa mocinha vingativa vai descobrir que uma pasta, guardada ao lado do rosário que Duda lhe deu, guarda provas que incriminam o médico. Renato se diz humilhado e tenta tirar satisfação com Clara. A protagonista explica o motivo de ter se rebelado.

 

CLARA – Não vou casar com você. Tentou me matar, Renato.

RENATO – De onde tirou a ideia de que tentei te matar?

 

Patrick entra, com a pasta nas mãos e revela.

 

PATRICK – Essa pasta contém documentos, que fizeram a Clara descobrir quem o Renato é. De certa maneira, foi também por sua causa, Bete, que ela pegou a pasta.

DUDA – Minha causa?

PATRICK – Queria casar com o rosário nas mãos. Seu rosário. Mas tinha esquecido na gaveta junto com a pasta. Clara lembrou que Seu Josafá entregou a pasta a ela, mas nunca tinha aberto. Havia fotos do pai… E descobriu o que tinha que descobrir.

DUDA – O rosário… se o rosário ajudou minha filha, estou feliz. É como se mais uma vez, eu própria, tivesse ajudado a Clara.

 

Fotografias são encontradas na pasta. Notas fiscais também de compras de dinamite, em nome de Renato Sampaio. As provas incriminam o médico.

 

CLARA – Era você quem comprava os explosivos que mataram meu pai. Meu pai estava certo de que no terreno tinha uma mina de esmeraldas.

 

Após ser pressionado, Renato entrega o ouro.

 

RENATO – Eu sabia. Teu pai, Jonas, era caminhoneiro. Me contou que na terra onde vivia tinha esmeraldas. A gente fez uma combinação… eu ajudava com os explosivos. Se ele encontrasse um bom veio, a gente dividia. Que crime tem nisso?

CLARA – Por que nunca disse que conheceu meu pai?

RENATO – Eu não quis chegar falando das esmeraldas. E logo que cheguei, descobri outras duas pedras preciosas. Teus olhos. Eu gostei de você, à primeira vista.